sexta-feira, 27 de abril de 2012

Fazendo 40 anos...

Há muitos anos ouço que a vida começa aos 40. Sempre achei estranho, desde criança. “Quer dizer que eu ainda não nasci?”, perguntava aos mais velhos, em arroubos de existencialismo – muito antes de saber o que era existencialismo.



Pois é, neste sábado, 28 e Abril, às 6:50 da manhã, faço 40 anos.


Quando conto isso, costumam me perguntar se estou sentindo alguma diferença, se meus ombros ficaram mais pesados com a chegada de uma data tão simbólica, afinal para nós mulheres é a “idade da loba”, o ápice sexual está nos 40 anos.


Talvez ainda não tenha caído a ficha, mas juro que me sinto exatamente igual. Não estou enfrentando nenhuma crise da meia idade, não estou preocupada em saber qual é o sentido da vida. Sou apenas isso que sou, ou sou tudo isso que sou, não importa. Outro dia, meu filho Matheus disse uma frase que me fez refletir: ‘Mãe, eu sou eu’. Deve ser a frase mais complexa que ouvi nos últimos quarenta anos.


Aliás, fiz muita coisa nesses quarenta anos. Conheci lugares interessantes, frequentei lugares caros, casei, separei, talvez case de novo. Tenho um filho lindo, amigos maravilhosos, uma família que sempre me apoiou. E daí vem um velhaco metido a filósofo e diz que hoje é que minha vida vai começar? Não quero que minha vida comece: quero apenas que ela continue. E por um bom tempo.


Se me perguntassem uma década atrás o que eu me daria de presente hoje, as respostas poderiam variar entre uma casa na praia, um Mercedes conversível ou uma viagem de volta ao mundo. Mas sabe o que eu me dei na vida real? Uma máquina de lavar. O dia a dia é muito mais poderoso do que jamais sonhariam nossos sonhos. Como disse John Lennon, a vida é o que acontece enquanto fazemos planos. Se não é a frase mais perfeita do mundo, é a mais adequada para dizer a alguém que vai fazer 40 anos.


Também me perguntam o que acho de estar ficando velha. A resposta é simples: é melhor fazer 40 anos do que não fazer 40 anos.


A grande verdade é que a vida não começa aos 40, mas também não termina (pelo menos é o que eu espero). Os sonhos é que diminuíram: há, certamente, menos tempo para começar tudo de novo. Já sei, por exemplo, que não serei a Miss Brasil, uma atriz de Hollywood ou uma atleta olímpica. Nunca farei um gol numa Copa do Mundo; nunca atravessarei a nado o Canal da Mancha, nunca escalarei o Everest. Mas quem disse que eu quero?


Quero apenas continuar na minha estrada, mesmo com os pneus um pouco mais gastos. A vida não começa aos 40, ela começa quando você olha no espelho e diz para si mesmo: eu sou eu.

Homem na Cozinha...

Dedico esta postagem a alguém muito especial que mora em meu coração: Meu Biscoitinho de Polvilho.

Eu li esse texto da Martha Medeiros e achei uma delícia.
Vou ler aqui para vocês...

Todo homem sofre da "síndrome Paulo Maluf" e pensa que tudo na vida dele deve ter cara de grande obra, mesmo quando preparam um simples sanduiche de hamburguer com ovo.
Comida, por exemplo.
Tem coisa mais irritante que homem na cozinha?
Pois os moços passaram séculos longe do fogão e, como não poderia deixar de ser, no momento em que colocaram os pés 44 naquele território, viraram todos, chefs.
Você dá o maior duro azarando o cara, finalmente, descola um convite e sai de casa, crente que "quer jantar na minha casa?"
Significa "oba, vai rolar sexo"!
Toca a campainha vestida para matar sob o modelito vermelho, levando debaixo do braço aquele tinto francês que comprou no supermercado, seguindo seu infalível critério de "rótulo bacaninha que lembra gravura 'art nouveau' do Alphonse Mucha".
Aqui, primeira dica importante: Não ouse dizer que o vinho veio do supermercado, senão você vai ouvir uma longa preleção mais ou menos na linha "eles deixam as garrafas em pé...blábláblá...vinho europeu não viaja bem...blábláblá...a rolha resseca...blábláblá...
Também nem tente argumentar qualquer coisa, confiando naquele curso de degustação de vinhos que você fez há quatro anos, lembra? Lembra nada! Você saia totalmente chumbada de lá todas às vezes...
Pois para sua decepção, quem estará à porta, será uma criatura com ar grave de alquimista prestes a descobrir o segredo de Midas, reclamando da dificuldade de se encontrar uma boa pimenta jamaicana, embrulhado em um avental imenso, engomado, com monograma bordado, imaculadamente branco e, para o seu azar, sem aquela abertura atrás - e você, louca pra vê-lo cozinhando um Miojo de bumbum de fora, né?...Confessa...
É compreensível, meninas. Os homens estão sofrendo de uma espécie de novo-riquismo culinário.
Ele torrou 22 mil dólares num modelo italiano de sete bocas, com grelha, chapa infravermelha para aquecer comida e dois fornos programáveis.
Fazer as poções mágicas em panelinhas com teflon pra lavar mais facilmente?
Duas horas e meia depois, o jantar está servido.
Sabe aquele frango refogado que você faz em vinte minutos, jogando um punhado de temperos a olho? É mais ou menos isso, só que coberto por uma finíssima fatia de manga, arrematada com umas três ou quatro lascas de gengibre.
Isso se não vier acompanhado daquele molho de ervas finas que não combina com nada, e ele insiste em colocar em tudo.
E pensar que você estava rezando pra que aquela manga fosse virar sobremesa, escoltada por uma bolota de um reles sorvetinho...
Fim do banquete, vá arregaçando as mangas para ajudar a lavar louça.
Se deixar por conta dele, serão mais duas horas esfregando as três panelas de cobre, duas de pedra sabão e o processador de alimentos que sujou 7 peças pra picar salsinha, equipamentos rigorosamente necessários para cozinhar 250g de frango.
Hora do café, hora do relax, certo?
Pelo menos agora, você finalmente vai experimentar a tal grife italiana, que custou a ele uma nota preta, sem imaginar que o elogiadíssimo Blend tem cerca de dois terços de café brasileiro.
Quando a água ferve, ele grita e de um salto, chega ao coador.
Queimadura?
Não, puro horror, porque "água para café não pode ferver de jeito nenhum".

Ah, que saudades daquele tempo em que cozinhávamos com um "ajudante" tarado, encostado na gente na pia...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ansiedade de você...

Estava eu alí, pensando em você como em qualquer outro dia normal, já que pensar em você se faz rotina na minha vida, desde o dia em que me apaixonei. Me sinto meio estranha com isso, estranha por ter alguém nos meus pensamentos todo o tempo, já que há muito tempo alguém não ocupava meus pensamentos sem ser o o trabalho e o estudo e talvez, não ter a certeza de que estou sendo correspondida. Me pego revirada, olhando de um lado pro outro, sem destino na minha cama que se torna um mar, perfeito pra me afogar. O celular está ali, ao alcance das mãos e a cada dois minutos, releio as mensagens antigas, aquelas que mandei e nem obtive resposta ou então todas as que você me mandou, com poucas palavras. Eu sei que homem é meio desligado pra essas coisas, pra lembrar datas, pra mandar bom dia, pra ligar e só querer ouvir a respiração, tô cansada de saber.. porém, eu gostaria sim, que um dia eu acordasse e tomasse um susto, ao ver você do meu lado observando meu sono. É, meio surreal. Depois de horas nessa nostalgia, tentando acrescentar coisas novas na minha imaginação, tentando não pensar tanto em nós e acabando voltando pro ponto de partida, o celular toca. Mensagem. Não uma simples sms qualquer, não da operadora mandando recarregar, nem da minha mãe preocupada com algo, era você. Seu número, seu nome com apelido carinhoso no final, seu jeito de escrever. “Dizia exatamente assim: ‘‘Fiquei pensando em vc o dia todo meu amor, saudades.” Quase caí da cama e por alguns segundos fiquei sem piscar. A sensação era tão, tão, sei lá. Fiquei lendo e relendo por vezes, sem parar. Dormi com o celular na mão e a mensagem aberta. Logo ao acordar, fui te ligar e você não me atendeu.. liguei por várias vezes e a cada chamada perdida me sentia desprezada. Mas, sabe o que procurei pensar? Que na noite passada, você havia lembrado de mim, que havia me dito o que precisava ouvir pra dormir bem e sem tentar me importar tanto com as ligações perdidas, me tranquilizei. O que me conforta é saber que com sms ou sem, com ligação ou sem, é você que comigo está nos melhores momentos da minha vida. Agradeço a ti e a mim, por sermos tão dignos de um amor, imperfeito.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O errado é que atrai...

Se tem uma coisa que eu particularmente não entendo são os relacionamentos amorosos.


Às vezes paro para pensar e vejo como as coisas são tão simples, mas o ser humano se amarra num drama, fala “mal” das novelas mexicanas, porém adoraria viver uma. Afinal quem não queria encontrar o cara da sua vida e apesar de sofrer um pouquinho, no final você sabe que tudo da certo. Eu vejo muitas garotas falando que estão a procura do homem perfeito, o que te faz se sentir a única pessoas no mundo, faz seus coração bater tão forte como se fosse partir seu peito e suas mão suarem e ao mesmo tempo estarem frias, desejam milhares de qualidades( cá entre nós em sua maioria são utópicas)e quase nenhum defeito.


É nesse ponto que mais me intriga porque a gente não ama as qualidades e sim os defeitos, pense bem os garotos mais cobiçados são justamente aqueles que são “safados” podemos assim dizer, aquele que despreza , promete o mundo e não cumpre nem o mais simples. Já aquele menino de família, o primeiro da turma, aquele que não bebe e não fuma, fala corretamente se veste cheio de estilo e personalidade entre outras coisas a gente ate olha, mas logo para e pensa “AMIGOO”. Para falar a verdade mulher tem uma quedinha pelos Bad boys( pense um pouco nos filmes, seriados, novelas eles sempre roubam a cena e a gente por mais que torçamos pelo mocinho acabamos por ficar divididas).



Por isso que eu digo a gente se apaixona e ama os defeitos, aquele jeito bagunçado do cabelo, o jeito como ele te esnoba, como ele pode ser tão irritante, como ele pega suas coisas e nunca devolve, como ele nunca lembra seu nome, como ele da aquele sorrisinho travesso e olhar sedutor e que no fundo no fundo você sabe que ele faz isso para todas, e etc.



Ai tudo se complica... Ou se completa.



O certo e o errado.



O branco e preto.



O dia e a noite.



Amor e ódio.



Creio que são essas contradições que fazem a vida tão interessante e um dia diferente do outro. A cada dia que se inicia é como se a vida nos convidasse para uma nova aventura onde tudo é possível, nada está no roteiro e o caminho quem faz e gente.



E ai qual a opinião de vocês?

sábado, 21 de abril de 2012

Sou feliz...

Sabe, eu sempre desconfiei dessa coisa chamada felicidade, não sei, parece só uma desculpa tola pra todo o sofrimento que você passou e ainda irá passar.Como a redenção pra uma vida cheia de desgraças. Prefiro acreditar que essa felicidade, está bem próxima e não daqui 10 anos, quero acreditar que ela está escondida nos pequenos momentos, nas pequenas coisas . É, se for assim, eu e felicidade já nos encontramos muitas vezes e ela é um encanto .